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Wiki EXPERIMENTAÇÃO EM ENSINO DE CIÊNCIAS PARA DEFICIENTES VISUAIS
1. INTRODUÇÃO

Presente na Constituição brasileira, a Lei número 13.146 de seis de julho de 2015, chamada Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa Com Deficiência), visa a inserção de todos os cidadãos que portam qualquer tipo de deficiência na sociedade [BRASIL, 2015] (1).  

Deficiência é qualquer tipo de perda ou limitação das funções físicas, sensoriais ou intelectuais de um indivíduo. Este termo, normalmente, está relacionado com um alto nível de degradação das funções psicológicas, fisiológicas ou anatômicas do ser humano, uma vez que todos temos possibilidade de sofrer algum tipo de deficiência no organismo. Em termos médicos, ela representa a exteriorização de um estado patológico que reflete a ausência ou insuficiência no funcionamento de um órgão ou membro, ou seja, se resume como o não ou baixo funcionamento de um órgão ou estrutura do corpo humano [PADILHA, 2017] (2). 

Segundo dados do Censo Demográfico 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 45,6 milhões de brasileiros declaram ter alguma deficiência, esse número representa 23,9% da população do país, sendo considerados como a nossa maior minoria [MESQUITA, 2012] (3). Atualmente observa-se uma preocupação e o esforço crescente por parte de vários segmentos em contribuir para a definição de uma sociedade mais justa que, por meio de mudanças atitudinais, possa vivenciar a implementação de uma cultura organizacional baseada em valores socioambientais e no respeito às diferenças e à valorização das pessoas [CHIAVENATO, 2005] (4). 

Já a inclusão, para a sociedade, representa um ato de igualdade entre os diferentes indivíduos que habitam determinada sociedade [PADILHA, 2017] (5), porém sabemos que a inclusão é o ato de inserir pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, necessidades especiais ou específicas em uma sociedade. A palavra “inclusão” invadiu o discurso nacional recentemente, passando a ser usada amplamente, em diferentes contextos e mesmo com diferentes significados. A inclusão na sociedade de maneira geral, daqueles que, por algum motivo, encontram-se em desvantagem, torna-se uma necessidade humanitária para a correção das desigualdades de acesso, as quais inferiorizam e excluem os indivíduos da vida social, para se alcançar uma sociedade mais justa. Um destaque da inclusão é dentro do ambiente escolar, que se baseia na ideia de todas as pessoas terem acesso a uma educação de qualidade, de forma igualitária, não tolerando nenhum tipo de discriminação [PADILHA, 2017] (6). Nos dias de hoje, o foco da inclusão nas instituições de ensino é a integração de alunos que portam qualquer deficiência, física ou mental, no nosso caso, um recorte da deficiência visual, já que os inserir na educação tem uma grande importância, já que ela é a porta de entrada da sociedade, porém praticar a inclusão de forma efetiva no ensino regular ainda é um desafio, expõe falhas nas escolas e na formação dos docentes.  

Especificamente no ensino de Ciências o desafio é ainda maior, promover a inclusão de deficientes visuais por exemplo, em aulas experimentais de Química, Física, Biologia e Matemática é extremamente difícil para a maioria dos professores. Levando em consideração a importância da experimentação no ensino de Ciências da Natureza, [TAHA, 2015] (7) vemos a necessidade de criar estratégias para facilitar o acesso de deficientes visuais as aulas experimentais, atualmente, já existem alguns roteiros de aulas práticas adaptados de Química e Física, mas ainda são ações isoladas de alguns docentes, geralmente para uso próprio, com baixa qualidade e voltados para os anos inicias do ensino fundamental. 

2.1 A Inclusão A inclusão de deficientes de forma efetiva na sociedade é algo recente, pois apenas um grupo seleto e homogêneo de pessoas, poderia ter acesso uma escolaridade completa e de qualidade, quem não pertencesse a esse grupo eram excluídos. Após a democratização da escola surge a oposição a exclusão [MACIEL, 2000] (8). Com isso o acesso das pessoas com deficiência às escolas inicia-se, com o objetivo de integrar e não de incluir. Mesmo após essas mudanças, mesmo que lentas, que geraram vários estímulos que contribuíram para futuras e importantes mudanças no cenário com um objetivo de mudanças para a possibilidade de uma educação inclusiva. A Lei n° 4.024 de 1961 – Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDBEN) garantia o direito à educação em escolas regulares para as crianças portadoras de alguma deficiência ou superdotadas. Porém na década de 70 houve um declínio na política inclusiva devido há lei n° 5.692/7 [BRASIL, 2015] (1), que defendia o tratamento especializado para os alunos com necessidades especiais, aumentando assim a segregação desses alunos em salas especializadas. Após alguns anos a Constituição Federal, em seu artigo terceiro, inciso quinto, define que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios têm como objetivo fundamental “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Em 1999, o decreto nº 3.298, regulamentou a Lei n° 7.853/89, que dispunha sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, estabeleceu o conceito de deficiência, definiu quem são esses sujeitos e, a partir disso, como assegurá-los [BRASIL, 2015] (1). 

Durante o ano de 2001, o Plano Nacional de Educação (PNE) apud [BRASIL, 2007, p. 3] afirma que “o grande avanço que a década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o atendimento à diversidade humana”. Além de destacar a formação ineficiente dos profissionais da educação, a acessibilidade e o atendimento educacional especializado como fatores que não permitem a efetivação do sistema educacional inclusivo [BRASIL, 2007, p. 3]. Em 2006, a Secretaria dos Direitos Humanos, os Ministérios da Educação e da Justiça e a UNESCO elaboraram o “Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos”, que defende a inclusão de assuntos associados às deficiências no currículo da Educação Básica. Também solicitam ações de incentivo ao acesso dos alunos com deficiência ao ensino superior. Deste modo, à evidencia de que a inclusão no ambiente escolar é a confirmação de direitos humanos. Pois, a educação inclusiva “é uma ação política, cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação” [UNESCO, 2006] (9). Sendo assim, podemos dizer que a inclusão garante os direitos de todos os cidadãos, portadores ou não de qualquer tipo de deficiência, dentro de uma sociedade onde todos são iguais e repletos dos mesmos direitos, tudo isso como um objetivo, que, ainda está longe de ser alcançado [AMARAL, BARBOSA, JESUS, PENNA e TALMAS, 2014] (10).   2.2 O Braille Como Inclusão 

A inclusão dos deficientes na sociedade, muitas vezes é algo complicado, principalmente se tratarmos na área da educação, a falta de acessibilidade ainda é um grave problema das escolas e demais instituições de ensino, principalmente quando falamos nos deficientes visuais, onde há a presença de uma grande dificuldade na aprendizagem [TAHA, 2015] (7). 

Para permitir o acesso dessas pessoas à educação já existe o Código Braille , mas este é apenas um sistema de escrita, ou seja, muitas vezes não chega a permitir a completa inclusão. 

Criado por Louis Braille, que perdeu a visão aos dois anos de idade e apesar desta limitação seus pais o colocaram na escola, fazendo com que ele desenvolvesse uma vontade para ler, apesar de vários empecilhos. Braille desenvolveu a incrível capacidade de memorizar todas as lições repassadas por seus professores. Graças ao seu bom desempenho escolar, acabou conseguindo ingressar em uma instituição de ensino para deficientes visuais administrada por Valentin Haüy. As possibilidades de aprimoramento intelectual de Braille pareciam cada vez mais viáveis [SOUSA, 2013] (11). 

Lá, os textos eram adaptados de forma que as letras eram impressas em alto relevo. Apesar de funcional, o método exigia a confecção de livros pesados e grandes. Além disso, o tempo gasto para a leitura de qualquer material era bastante extenso. Em razão dessas dificuldades, a escola de Valentin sempre estava à procura de novos 

métodos de ensino que pudessem facilitar a vida e o acesso ao conhecimento dos deficientes visuais [SOUSA, 2013] (11). 

Nessa época, Braille conheceu Teresa von Paradise, que lhe permitiu conhecer o mundo da música. Por meio dos esforços de Teresa, que também não enxergava, foi idealizado um aparelho que permitia a leitura e a composição de partituras para piano. Interessado com isso, Braille se tornou organista, violoncelista e, logo em seguida, foi aceito como músico na Igreja Santa Ana de Paris. Sua incrível habilidade musical lhe rendeu apresentações nas mais famosas casas de concerto da cidade [SOUSA, 2013] (11). 

Em uma apresentação, Braille conheceu Alphonse Thibaud, conselheiro comercial do Estado francês. Durante uma conversa informal, Thibaud perguntou ao jovem músico se ele não estaria disposto a criar um método de leitura para deficientes visuais. Após recusar a proposta, pensando que isso só poderia ser feito por alguém que enxergasse, Braille passou a se empolgar com esse projeto desafiador. Após três anos de pesquisa e experimentos, Louis Braille criou um novo sistema de escrita e leitura para pessoas portavam a mesma deficientes visuais. Infelizmente no ano de 1852 Braile faleceu, sem ter a oportunidade de ver seu trabalho com o amplo reconhecimento que tem nos dias de hoje [SOUSA, 2013] (11). 

O código Braille é composto por uma combinação de pontos dispostos em uma célula de três linhas e duas colunas. Pela combinação destes símbolos, o deficiente pode realizar a leitura e a escrita de qualquer tipo de texto. Seja em situações mais simples, o texto em Braille pode ser produzido com a utilização de uma régua especial e um estilete que registra os pontos em uma base que marca os lugares marcados [COSTA, 2009] (12).   

 Apesar de toda a eficiência [BRANDÃO, 2015] (13), o uso do braile não é viável para uma completa educação, já que possibilita apenas a escrita, mas nos momentos que ela é pouco utilizada, sendo substituídas por desenhos ou aulas práticas ele perde a sua utilidade, e não há nada que possa substituí-lo. 

Deficientes Visuais no Brasil.

  As pessoas que portam algum tipo de deficiência formam hoje um dos grupos mais numerosos do mundo, uma grande minoria que ainda necessita ser incluída na sociedade, e que chega a ser excluída da sociedade. Minoria esta que tem a necessidade de ser incluída na sociedade [SÁ, 2011] (14). 

 Os deficientes são 10% da população mundial, nada menos do que em média 650 milhões de pessoas, e a maioria da população não tem ciência da grandeza deste número [UNRIC, 2011] (15). Segundo dados do Censo 2010, 1 em cada 4 brasileiros, cerca de 45.000.000 de pessoas possui algum tipo de deficiência [IBGE, 2011] (16), já o município de Cambé o número vai para 21.756 que é são 19,2% da população [IPARDES CAMBÉ, 2018] (17). Dos 6 tipos de deficiência o que mais atinge a população do brasil é a visual que alcança cerca de 35,8 milhões de pessoas, seguida pela deficiência motora 13,3 milhões, auditiva 9,7 milhões e intelectual 2,6 milhões. Desses números as regiões que mais possui deficientes visuais são respectivamente sudeste com 2.5 milhões, nordeste com 2,1 milhões, e sul 866 mil, sendo essa a deficiência que mais atinge a região sul dentre as outras [DORINA, 2017] (18). 

No Brasil, existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e seis milhões com baixa visão, segundo dados da fundação com base no Censo 2010 [IBGE, 2011] (19). 

Embora muito já se tenha feito em prol das pessoas com necessidades especiais as cidades, as escolas, os cinemas, os prédios públicos, enfim, a sociedade brasileira ainda não está adequada para servir e incluir os deficientes visuais no seu dia a dia [SOUZA, 2018] (20).  

Na idade pré-escolar, quando a criança está desenvolvendo sua capacidade de socialização, isso prejudica (ou até mesmo impede) o conhecimento do mundo a seu redor e seu relacionamento com outras pessoas. É um momento em que ela gosta de ter amigos, brincar junto e compartilhar os brinquedos. Se estiver impossibilitada de desempenhar esses papéis, ficará insatisfeita e isolada, e isso trará prejuízos a sua aprendizagem [SIMÃO, 2017] (21). 

Nos programas de estimulação precoce, orientação e mobilidade, há técnicas especializadas para desenvolver o sentido de orientação usando o tato, a audição e o olfato para se relacionar com os objetos significativos que estão no ambiente. Assim, a criança vai aprendendo a usar seus outros sistemas-guia [SIMÃO, 2017] (21). 

O treinamento da orientação e da mobilidade permite que a pessoa se movimente e se oriente com segurança na escola, em casa, no trânsito, em locais públicos etc., de acordo com sua idade [SIMÃO, 2017] (21). 

Educação para deficientes visuais: Um processo de inclusão

 O processo de inclusão se inicia ao inserir o deficiente visual na escola, sendo este um ambiente comum. Posteriormente este educando terá autonomia e será capaz de tomar decisões e cuidar de si, sendo uma pessoa independente com capacidade de frequentar lugares comuns e de se relacionar com a sociedade. Mas a inclusão vai além da possibilidade de inserir pessoas com deficiências no convívio comum, é a mudança no pensamento dos indivíduos e em suas atitudes, é ter o processo de inclusão como algo natural, normal para todos e não um mecanismo aplicado, discutido e visto como objeto de estudo [SIMÃO, 2017] (21). 

No Brasil, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 3º inciso IV, vem “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Garante ainda em seu artigo 205, no capítulo III, a educação como um “direito de todos e dever do Estado”. Portanto, todos têm direito a uma educação gratuita e de qualidade, inclusive os deficientes visuais ou as pessoas com visão reduzida [ALMEIDA, 2014] (22). 

No ensino superior, o contingente de 5,2 mil deficientes visuais simboliza somente 0,09% dos 5,8 milhões de universitários, segundo o Censo da Educação Superior de 2008. As estatísticas oficiais sobre os deficientes visuais do País mostram que muitos estão de fora desse universo [INEP, 2009] (23). 

Na nossa região se obtém são 104 escolas, 75 públicas e 29 privadas. Existem 67 deficientes matriculados em londrina. Porem, nem todos são deficientes visuais [IPARDES, 2018] (24). 

Todavia analisamos que o Braille é uma grande inclusão, mas a leitura não é apenas o centro da educação no ensino médio, afinal os números abaixam conforme aumenta o nível de escolaridade. Um grande problema. 

Tecnologia Assistiva

 Tecnologia Assistiva é um termo ainda novo, utilizado para identificar todo o arsenal de Recursos e Serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover Vida Independente e Inclusão [SARTORETTO E BERSCH, 2019] (25). 

Os Recursos são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto ou sistema fabricado em série ou sob medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. Os Serviços, são definidos como aqueles que auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos [SARTORETTO E BERSCH, 2019] (25). 

Recursos: 

Podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente [SARTORETTO E BERSCH, 2019] (25). 

Serviços: 

São aqueles prestados profissionalmente à pessoa com deficiência visando selecionar, obter ou usar um instrumento de tecnologia assistiva. Como exemplo, podemos citar avaliações, experimentação e treinamento de novos equipamentos. 

 Os serviços de Tecnologia assistiva são normalmente transdisciplinares envolvendo profissionais de diversas áreas, tais como: 

• Fisioterapia 

• Terapia ocupacional 

• Fonoaudiologia 

• Educação 

• Psicologia 

• Enfermagem 

• Medicina 

• Engenharia 

• Arquitetura 

• Design 

• Técnicos de muitas outras especialidades 

Sendo assim, a tecnologia assistiva (TA) é vista como uma verdadeira área do conhecimento, um conjunto de práticas, recursos, materiais, metodologias, serviços, produtos e estratégias que visam aumentar a participação, inclusão social, autonomia, qualidade de vida e independência das pessoas com deficiência, incapacidades, transtornos e mobilidade reduzida. Nessa base, incluem-se diversos profissionais que trabalham em distintos ramos para desenvolver aparatos, pesquisas e tudo que seja necessário para garantir a aplicação da TA em todos os lugares e pessoas em geral [EDUCAMUNDO, 2015] (26). 

Conforme avança, esse conceito integra vários campos, da psicologia à engenharia. 

Há campos fundamentais para que a TA seja colocada em prática. Não é à toa que para todas as pessoas que atuam nessas áreas, é recomendado fazer o curso online tecnologia assistiva para saber cada vez mais sobre o tema e como aplica-lo com excelência. As principais são: 

Educação: é impossível deixar os recursos da tecnologia assistiva de lado quando se pensa em educação especial inclusiva. Como cada criança precisa de uma abordagem única durante o Atendimento Educacional Especializado (AEE), somente com os materiais dispostos nessa área é possível tornar sua alfabetização e comunicação eficientes. Não é à toa que as escolas devem se preparar cada vez mais para isso, considerando sempre as políticas governamentais de inclusão social. 

Saúde: a saúde tem importância total em qualquer tipo de deficiência, tanto no acompanhamento quanto para o aumento do bem-estar das pessoas desse grupo com novas técnicas e pesquisas. Nesse caso, incluem-se os mais variados profissionais, de fonoaudiólogos até ortopedistas. 

Tecnologia: a tecnologia já está explícita no próprio nome, justamente para mostrar que, com as descobertas e a inovação, é possível chegar a grandes resultados. Hoje em dia, há vários estudos que mostram o quanto ela é essencial para a acessibilidade, mobilidade, aprendizado, entre muitas outras formas de tornar a vida de uma pessoa com deficiência melhor. 

Engenharia: a engenharia é inerente a muitos projetos, sobretudo de mobilidade. No caso da TA, pode ser aplicada tanto em um aparelho ou objeto essencial para uma pessoa com deficiência, quanto nos espaços públicos para melhoria da acessibilidade, orientação e conforto. 

Arquitetura e Design: essas áreas trabalham quase sempre em conjunto com a engenharia, seja no desenvolvimento de aparatos primordiais para uma deficiência física, por exemplo, até a aplicação de projetos em ambientes comuns para que o indivíduo possa realizar tarefas básicas de modo mais simples e fácil, como em sua própria casa ou na empresa onde atua. 

Assistência Social: a assistência social serve para amparar as pessoas mais carentes, que por vezes não têm conhecimento de seus direitos como deficiente e quais órgãos devem recorrer em caso de necessidades básicas. Em muitos casos, a própria família desconhece os benefícios disponibilizados pelo governo e as leis dispostas para esse grupo, como o recebimento de auxílios (em caso de renda baixa ou nula) e demais recursos necessários para sua sobrevivência e adaptação a diversos lugares.

Psicologia: na psicologia, a tecnologia assistiva se dá tanto no apoio ao indivíduo com transtornos globais do desenvolvimento e condições diversas como autismo, como para sua família e demais agregados que convivem com ele. Além disso, caminha lado a lado com os parâmetros da saúde e educação, como acontece na comunicação alternativa, por exemplo. 

Informática: informática tem tudo a ver com tecnologia e seus variados dispositivos e softwares têm grande valia para a TA. Desde a ascensão desses aparatos, hoje em dia a inclusão social é maior e atinge grande parte da população que necessita de recursos básicos de interação, entre muitas outras vantagens. 

Recursos Humanos: se tecnologia assistiva tem tudo a ver com as melhores condutas de acessibilidade e inclusão, toda empresa pode fazer uso de seus materiais e conceitos para ficar cada vez mais adaptada e própria para receber funcionários com diversos tipos de deficiência. Além da administração, o setor de recursos humanos é aquele que lidará diretamente com esse público, tanto na contratação quanto na solicitação de mudanças essenciais para seu bem-estar, como elevadores, computadores, cadeiras, entre outros equipamentos [EDUCAMUNDO, 2015] (26). 

O Brasil foi uma dessas nações que participou, inclusive, do compromisso disposto na Declaração de Salamanca. Essa aliança assinada e firmada por mais de 100 países revela o comprometimento em levar a educação para todas as crianças com deficiência, além de estabelecer esse tema como pauta da agenda global de direitos humanos a cada reunião da ONU. A partir daí, muitas campanhas se fortaleceram, além da criação de programas, maior presença da mídia e muitos cursos online com certificado que visam informar passo a passo sobre as necessidades e condições de um grupo tão diverso [EDUCAMUNDO, 2015] (26). 

Com o tempo, diversos ministérios brasileiros começaram a trabalhar juntos para tornar os recursos da tecnologia assistiva mais democráticos, tanto o da saúde quanto o da educação e da própria tecnologia. Antes conhecido como Ajudas Técnicas, o termo se modificou em 2008 e, segundo a legislação, deve estar presente nos mais distintos setores sociais [EDUCAMUNDO, 2015] (26). 

Vale lembrar que, assim como as esferas públicas, toda empresa privada e de variados ramos deve também se atentar a esse conceito. Conforme já dissemos, ele é peculiar a muitos campos e precisa de gente capacitada tanto para que seja aplicado quanto para ajudar em novas descobertas. Entidades não governamentais como a AACD, por exemplo, são algumas que se preocupam em investir cada vez mais em conhecimento para tornar a vida das pessoas com deficiência melhor [EDUCAMUNDO, 2015] (26). 

Em todo caso, pensando de maneira geral, é ótimo se qualquer indivíduo – independentemente de sua função – se ocupar em conhecer mais sobre o assunto, nem que seja apenas para agregar valores e aprendizado a sua formação. Há ferramentas ótimas e disponíveis para isso, como o Curso Online Tecnologia Assistiva, do Educamundo, quanto outros cursos EAD que mudam muitos pontos de vista somente por prestar uma abordagem clara e aprofundada sobre esse universo tão fascinante [EDUCAMUNDO, 2015] (26). 

Exemplos de tecnologia assistiva: 

• Rampas de acesso a calçadas e a prédios; 

• Andadores;  

• Lupas manuais ou eletrônicas;  

• Softwares ampliadores de tela;  

• Aparelhos para surdez;  

• Avatares Libras. 

Referências:

 1- http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm  

2- https://www.significados.com.br/deficiencia/  

3- https://asidbrasil.org.br/censo-do-ibge-2010-revela-realidade-da-pessoa-com-deficiencia-nobrasil/  

4- CHIAVENATO, Idalberto, Gerenciando pessoas: O passo decisivo para a administração participativa, 5ª Ed. Campus. 2005 

5- https://www.significados.com.br/inclusao/  

6- https://www.significados.com.br/inclusao-escolar/  

7- TAHA, Marli Spat. Experimentação como ferramenta pedagógica para o ensino de ciências. 2015. 

8- MACIEL, Maria Regina Cazzaniga. Portadores de deficiência: a questão da inclusão social. São Paulo em perspectiva, v. 14, n. 2, p. 51-56, 2000. 

9- https://www.todospelaeducacao.org.br/conteudo/conheca-o-historico-da-legislacao-sobreinclusao  

10- http://re.granbery.edu.br/artigos/NDk5.pdf 

11- https://brasilescola.uol.com.br/portugues/braile.htm  

12- https://novaescola.org.br/conteudo/397/como-funciona-sistema-braille  

13-  http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-01/braille-aumentouinclusao-de-cegos-na-sociedade  

14-  SÁ, Ericka de. Https://p.dw.com/p/13DLD. 2011. Disponível em: . Acesso em: 19 jul. 2018  

15-  https://www.unric.org/pt/pessoas-com-deficiencia/5459  

16-  -http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/publicacoes/cartilhacenso-2010-pessoas-comdeficienciareduzido.pdf  

17-  http://www.ipardes.gov.br/cadernos/MontaCadPdf1.php?Municipio=86180  

18- https://www.fundacaodorina.org.br/a-fundacao/deficiencia-visual/estatisticas-dadeficiencia-visual/ 

19-  https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/20551-pessoas-comdeficiencia.html  

20-  http://hoje.unisul.br/inclusao-de-deficientes-visuais-ainda-e-um-desafio/  

21-  https://institutoitard.com.br/educacao-para-deficientes-visuais-um-processode-inclusao/  

22-  https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/idiomas/deficienciavisual-familia-e-escola/57025  

23-  http://portal.inep.gov.br/artigo//asset_publisher/B4AQV9zFY7Bv/content/divulgado-o-censo-da-educacaosuperior-2008/21206  

24-  http://www.ipardes.gov.br/cadernos/MontaCadPdf1.php?Municipio=86000  

25-  http://www.assistiva.com.br/tassistiva.html  

26-  https://www.educamundo.com.br/blog/curso-online-tecnologia-assistiva  

27-   CDCC. A Experimentoteca. 1996. Disponível em: . Acesso em: 06 ago. 2018.  

28-  - NETO, Joaquim Dantas; DE SOUZA MÓL, Gerson. Experimentos adaptados para apoiar a práticas de professores de Química. 

LinksEditar

No Brasil, milhões de pessoas com deficiência ainda buscam a plena inclusão na sociedade, o que é, ao mesmo tempo, um desafio, uma necessidade, um caminho para a independência. A inclusão torna-se uma necessidade humanitária para a correção das desigualdades de acesso, as quais excluem os indivíduos da vida social. Na Legislação brasileira temos assegurados muitos direitos para as PCD’s. De todos os direitos promovidos, o destaque fica com a inclusão escolar, já que a educação, tem um papel decisivo na criação de igualdade e oportunidades. Praticar a inclusão de forma efetiva no ensino regular ainda é um desafio, expõe falhas nas escolas e na formação dos docentes. Especificamente no ensino de Ciências o desafio é ainda maior, promover a inclusão de deficientes visuais por exemplo, em aulas experimentais de Química, Física e Biologia é extremamente difícil para a maioria dos professores. Levando em consideração a importância da experimentação no ensino de Ciências, vemos a necessidade de criar estratégias para facilitar o acesso de deficientes visuais as aulas experimentais. Levando em conta a extrema importância desta problemática, na tentativa de promover a inclusão escolar e o pensamento científico, propomos o desenvolvimento de materiais para as aulas experimentais e demais aulas que necessitam de recursos visuais que sejam adaptados para deficientes visuais, esses materiais serão disponibilizados para a comunidade por meio de empréstimo, buscamos assim , possibilitar o acesso de todos os professores e alunos da região às aulas experimentais adaptadas.

Palavras Chave: Experimentação, deficientes visuais, material adaptado

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